sábado, 24 de outubro de 2009
domingo, 11 de outubro de 2009
Saco é um saco
Dia 15 de outubro, quinta-feira, todo mundo sem sacola plástica
Dentro da campanha Saco é um saco, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) lança o Dia do Consumidor Consciente - 15 de outubro - e propõe um desafio: um dia sem sacola plástica.
A exemplo do que aconteceu no Dia Sem Carro, a ideia da ação é despertar a consciência ambiental nos consumidores e incentivá-los a recusar as sacolas plásticas em suas compras nesta data, adotando uma sacola retornável ou outra alternativa.
Em 2008, a Consumers International (CI) promoveu uma mobilização mundial nesta mesma data para marcar a importância da educação para o consumo sustentável. O movimento Global Consumer Action Day contou com a adesão de mais de 40 instituições membros da CI e outros grupos de consumidores em 33 países, contribuindo para o Processo de Marrakech, do qual o Brasil faz parte desde 2007 representado pelo Ministério do Meio Ambiente.
O desafio do Dia Sem Sacola Plástica foi aceito pela rede de supermercados Carrefour -a mais nova parceria da campanha Saco é um saco - começando pelo Rio de Janeiro, onde lojas estarão preparadas para estimular as donas de casa e demais clientes a recusar sacolas plásticas na boca do caixa.
A comemoração ainda será marcada pelo lançamento da estratégia de internet da campanha Saco é um Saco, com a apresentação do hotsite e das ações articuladas nas redes sociais, como Orkut, Twitter, Facebook e Youtube. O objetivo é reforçar a comunicação do tema com a sociedade e difundir a campanha entre formadores de opinião e internautas em geral.
No Brasil, estima-se que 1,5 milhão de sacolas plásticas são consumidas a cada hora. Com uma conta rápida chegamos aos 36 milhões em 24 horas. Imagine quantos recursos naturais podem ser poupados em um único diade consumo consciente. Na foto de Isabella Valle/JC Imagem, 25/08/2008, sacolas retornáveis à venda no Mercado de São José, Centro do Recife.(Fonte: assessoria de imprensa do MMA)
sábado, 10 de outubro de 2009
O desafio verde do Recife
Ciência & vida // ARBORIZAÇÃO
O desafio verde do Recife
Publicado em 09.10.2009, às 08h12
Cleide Alves Do Jornal do CommercioTodos os dias a Prefeitura do Recife planta árvores nas áreas públicas da capital. Porém, a matemática é desfavorável ao verde. De cada dez vegetais plantados, três são depredados. “O índice de perda é grande, é mais difícil fazer arborização urbana do que recuperar uma mata”, diz o gerente de Sementeira do município, Fernando Bivar. Ele aponta três inimigos da vegetação na cidade: poluição, espaçamento das calçadas e depredação.
O município conta com três sementeiras em áreas distintas. Uma funciona no Sítio da Trindade, em Casa Amarela, a outra fica em Dois Irmãos, numa área cedida pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), e a terceira está no Jardim Botânico, no Curado. Produzem e fornecem mudas apenas para ruas, praças, parques, creches, escolas municipais e demais áreas públicas, mas os funcionários orientam qualquer pessoa sobre plantio.
“Temos uma equipe formada por engenheiros agrônomos e arquitetos. Eles podem indicar a vegetação ideal para o tipo de terreno, seja em residências, condomínios, hotéis ou restaurantes. Basta que nos procurem”, afirma Fernando Bivar. Os técnicos também prestam apoio aos adotantes de praças e áreas verdes, na elaboração de projetos de paisagismo e arrumação de canteiros. E a sementeira doa mudas para reposição de plantas nas áreas adotadas.
Fernando Bivar esclarece que a arborização feita por particulares, em áreas públicas, precisa de assistência da prefeitura, por causa da largura das calçadas e da fiação aérea. “Não podemos colocar árvores de grande porte em calçadas estreitas, as raízes quebram o passeio público”, observa. Segundo ele, os vegetais nessa situação (há exemplos nas Avenidas Rui Barbosa e Conselheiro Rosa e Silva) foram plantados há quase 80 anos, quando a configuração da cidade era outra.
Hoje, o município não aconselha o plantio de fícus-benjamim, amendoeira, oitizeiro – marca registrada do bairro do Espinheiro – e fruteiras. “Os moradores não gostam das fruteiras porque as pessoas sacodem pedras para tirar os frutos e isso provoca acidentes”, explica. As espécies indicadas são acácia senna seamea, felício, ipê, pata-de-vaca, chapéu-de-napoleão e algodão-de-praia, de médio porte. Nos canteiros, a solução são arbustos, de pequeno porte, como ixória, pingo-de-ouro e dracena.
Nos oito anos da gestão do prefeito João Paulo (2001-2008) e nos dez meses da administração de João da Costa foram plantadas 60 mil árvores na cidade. “Podemos ampliar esse número, mas o Recife não pode ser considerado um lugar mal arborizado”, declara Fernando Bivar. Não há dados estatísticos sobre a quantidade de árvores na capital. “É preciso fazer um projeto para conhecermos nossa vegetação.” As sementeiras públicas estão abertas à visitação, de segunda-feira até sábado.
Na próxima segunda, a Diretoria de Meio Ambiente de Caruaru, Agreste do Estado, em parceria com a Secretaria de Saúde do município, lança o projeto Plantando a Vida, para doação de uma muda a cada recém-nascido. É uma forma de comprometer a família com a preservação do verde. Por mês, nascem 4.800 bebês em Caruaru. Os demais moradores podem solicitar mudas pelo número 3701-1549.
